No post de hoje, vou contar uma história muito triste.
Música triste, por favor.
Hoje contarei sobre minha última terça feira.
Porque ela não foi uma terça qualquer, não senhor.
Hoje contarei sobre a TERÇA FEIRA OF DOOM!
Como bem sabem, todos aqueles dias que prometem grandes maravilhas sempre começam com você não ouvindo o despertador e perdendo a hora dos seus compromissos matinais, por mais que você corra com sua arrumação. E essa terça feira era especial: minhas aulas voltando oficialmente após o recesso de ano novo! Lá fui eu me arrumando desesperado para conseguir chegar com 45 minutos de atraso na faculdade, para minha aula "predileta": a de sistemas estruturais em aço.
Quando desço do carro, noto uma sensação estranha: era como se minha calça estivesse descendo meio centímetro a cada passo que eu dava. Na pressa, esqueci de botar o cinto e fiquei condenado a passar o dia segurando e levantando a maldita da calça. Assisti a aula toda com a barriga vazia (sim, não tive tempo de tomar café) e assim que ela terminou fui deixar meu carro no Brasília Shopping para restauração da pintura da lataria. Perguntei pro moço até que horas ficaria pronto e ele pediu pra eu voltar umas 17h.
Beleza... a tarde inteira sem carro!
Felizmente eu já tinha combinado com antecedência de passar a tarde com amigos motorizados, e eles me buscariam e me trariam de volta depois. Me alimento umas 11h com a senha número 1 do Giraffas (e mesmo assim eles demoraram mil anos pra entregar o prato... êee fast food!) e começo minhas primeiras tentativas de contato telefônico.
...
E nada.
...
Tento matar o tempo acessando a internet do shopping no laptop, mas aí descubro que ou ela não funciona, ou ela não existe. Tento passar o tempo jogando FreeCell até que desisto e decido voltar pra faculdade. Lá pelo menos tem infraestrutura para passar o tempo com dignidade e sem dinheiro (hauahuahauahuahau)
Fui pra UnB porque lá tem estrutura!
Chego lá esbaforido depois de uns 40 minutos de ônibus e caminhada e enfim repouso no reino das internets. Tento falar com meus amigos da tarde novamente sem sucesso novamente, até que lá pelas 15h eles dão sinal de vida pelo Facebook. Primeiro, disseram que tava chovendo pelas bandas de São Sebastião, depois disseram que não sabiam chegar aonde eu estava na UnB e que provavelmente iriam se perder e finalizaram dizendo que não estavam encontrando o papel que era o motivo da nossa saída.
Nesse momento, me ligam da restauradora dizendo que meu carro tá pronto e que era pra eu ir buscá-lo logo. Não penso duas vezes e resolvo ir andando até a L2 Norte para pegar outro ônibus e voltar pro Brasília Shopping. E adivinhem quem encontrei no meio do fucking caminho:
NÃAAAAAAAAAAO!
A tempestade de que me avisaram havia chegado com tudo na Asa Norte, e molhava a todos com requintes de crueldade! Quando consegui chegar no ponto de ônibus para me proteger um pouco dela, uma ventania satânica se iniciou e chicoteou todo mundo! As ruas começaram a alagar, a visibilidade começou a desaparecer e eu juro que A Tempestade, de Beethoven, começou a tocar no ambiente.
Resolvi ligar pra minha irmã mais velha pedindo socorro motorizado e ela nada dela atender. Tento ligar novamente pros meus amigos e nada. Até que o ônibus chega e entro nele.
Imediatamente após eu sentar, as pessoas com quem eu estava tentando arranjar carona/resgate me ligam. E a ligação com meus amigos se corta na parte mais crucial da conversa e jamais retorna. Provavelmente a bateria do único celular que eles tinham havia ido pro saco.
Smartphones podem fazer todas as estripulias possíveis, mas o aplicativo mais usado é o de te deixar na mão por falta de carga e deixar seus amigos e parentes desesperados. Por isso gosto do meu velho Nokia com Touch Buttons, que a bateria dura pra sempre. Esperteza pra mim é poder ligar pros outros e receber ligações o dia inteiro, não jogar Angry Birds enquanto caga ou acessar o Facebook enquanto tem gente na sua frente querendo sua companhia no bar.
"Pra que temer um apocalipse zumbi se você já é um zumbi?"
Consigo resolver as coisas que tinha pra resolver no shopping com relativa tranquilidade, o que me fez pensar que mais nada de ruim iria acontecer. E não é que na hora de passar o ticket do estacionamento a barreira tava levantada e resolveu DESCER NA MINHA FRENTE?! Ligo o pisca-alerta e espero um funcionário do shopping resolver a treta pra mim. Barreira levantada, enfim poderia ir pra UnB!
E pra que? Descubro por e-mail que a aula havia sido cancelada e àquela hora eu poderia estar sequinho e confortável em casa, não ensopado e segurando as calças na faculdade. Mas a aula havia sido cancelada, e qualquer boa notícia naquele dia tava valendo!
Chegar em casa me deu uma enorme sensação de alívio, mas eu estava bastante preocupado em gripar pelo tanto de chuva que peguei e minha prioridade era me secar logo. Eis que entro em casa, ouço meu cão me chamar aos prantos e penso: vou me secar ao sol com meu belo cachorrinho!
Enquanto passeava com o grande safado, ele deu de cara com o cachorro da vizinha, um cocker que vive solto pela rua, e resolveu chamar briga. No momento que o cocker atravessava a rua para comprá-la, um carro passou em alta velocidade E EU NÃO SEI COMO ESSE CACHORRO ESTÁ VIVO.
Sério, eu conheço a dona dele. Imagina que coisa lamentável seria se o carro tivesse acertado o bichinho.
Decido voltar pra casa imediatamente depois disso e passa o resto do dia trancado no quarto, com medo de mais coisas ruins ocorrerem. Levo um baita susto no Facebook após ler certo post de uma amiga ilhada na parada de ônibus às nove da noite e com o dumbphone sem bateria, pra variar, e vou dormir com os primeiros sintomas de um futuro resfriado que ainda não sei quando vai me atacar em cheio.
Essa foi a pior terça feira do ano, sem dúvidas!
E espero que continue sendo até 2014!
Hasta! o/
























