quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Terça Feira OF DOOM

No post de hoje, vou contar uma história muito triste.

Música triste, por favor.


Hoje contarei sobre minha última terça feira.

Porque ela não foi uma terça qualquer, não senhor.

Hoje contarei sobre a TERÇA FEIRA OF DOOM!

Como bem sabem, todos aqueles dias que prometem grandes maravilhas sempre começam com você não ouvindo o despertador e perdendo a hora dos seus compromissos matinais, por mais que você corra com sua arrumação. E essa terça feira era especial: minhas aulas voltando oficialmente após o recesso de ano novo! Lá fui eu me arrumando desesperado para conseguir chegar com 45 minutos de atraso na faculdade, para minha aula "predileta": a de sistemas estruturais em aço.

Quando desço do carro, noto uma sensação estranha: era como se minha calça estivesse descendo meio centímetro a cada passo que eu dava. Na pressa, esqueci de botar o cinto e fiquei condenado a passar o dia segurando e levantando a maldita da calça. Assisti a aula toda com a barriga vazia (sim, não tive tempo de tomar café) e assim que ela terminou fui deixar meu carro no Brasília Shopping para restauração da pintura da lataria. Perguntei pro moço até que horas ficaria pronto e ele pediu pra eu voltar umas 17h.

Beleza... a tarde inteira sem carro!

Felizmente eu já tinha combinado com antecedência de passar a tarde com amigos motorizados, e eles me buscariam e me trariam de volta depois. Me alimento umas 11h com a senha número 1 do Giraffas (e mesmo assim eles demoraram mil anos pra entregar o prato... êee fast food!) e começo minhas primeiras tentativas de contato telefônico.

...

E nada.

...

Tento matar o tempo acessando a internet do shopping no laptop, mas aí descubro que ou ela não funciona, ou ela não existe. Tento passar o tempo jogando FreeCell até que desisto e decido voltar pra faculdade. Lá pelo menos tem infraestrutura para passar o tempo com dignidade e sem dinheiro (hauahuahauahuahau)

Fui pra UnB porque lá tem estrutura!

Chego lá esbaforido depois de uns 40 minutos de ônibus e caminhada e enfim repouso no reino das internets. Tento falar com meus amigos da tarde novamente sem sucesso novamente, até que lá pelas 15h eles dão sinal de vida pelo Facebook. Primeiro, disseram que tava chovendo pelas bandas de São Sebastião, depois disseram que não sabiam chegar aonde eu estava na UnB e que provavelmente iriam se perder e finalizaram dizendo que não estavam encontrando o papel que era o motivo da nossa saída.

Nesse momento, me ligam da restauradora dizendo que meu carro tá pronto e que era pra eu ir buscá-lo logo. Não penso duas vezes e resolvo ir andando até a L2 Norte para pegar outro ônibus e voltar pro Brasília Shopping. E adivinhem quem encontrei no meio do fucking caminho:

NÃAAAAAAAAAAO!

A tempestade de que me avisaram havia chegado com tudo na Asa Norte, e molhava a todos com requintes de crueldade! Quando consegui chegar no ponto de ônibus para me proteger um pouco dela, uma ventania satânica se iniciou e chicoteou todo mundo! As ruas começaram a alagar, a visibilidade começou a desaparecer e eu juro que A Tempestade, de Beethoven, começou a tocar no ambiente.


Resolvi ligar pra minha irmã mais velha pedindo socorro motorizado e ela nada dela atender. Tento ligar novamente pros meus amigos e nada. Até que o ônibus chega e entro nele.

Imediatamente após eu sentar, as pessoas com quem eu estava tentando arranjar carona/resgate me ligam. E a ligação com meus amigos se corta na parte mais crucial da conversa e jamais retorna. Provavelmente a bateria do único celular que eles tinham havia ido pro saco.

Smartphones podem fazer todas as estripulias possíveis, mas o aplicativo mais usado é o de te deixar na mão por falta de carga e deixar seus amigos e parentes desesperados. Por isso gosto do meu velho Nokia com Touch Buttons, que a bateria dura pra sempre. Esperteza pra mim é poder ligar pros outros e receber ligações o dia inteiro, não jogar Angry Birds enquanto caga ou acessar o Facebook enquanto tem gente na sua frente querendo sua companhia no bar.

"Pra que temer um apocalipse zumbi se você já é um zumbi?"

Consigo resolver as coisas que tinha pra resolver no shopping com relativa tranquilidade, o que me fez pensar que mais nada de ruim iria acontecer. E não é que na hora de passar o ticket do estacionamento a barreira tava levantada e resolveu DESCER NA MINHA FRENTE?! Ligo o pisca-alerta e espero um funcionário do shopping resolver a treta pra mim. Barreira levantada, enfim poderia ir pra UnB!

E pra que? Descubro por e-mail que a aula havia sido cancelada e àquela hora eu poderia estar sequinho e confortável em casa, não ensopado e segurando as calças na faculdade. Mas a aula havia sido cancelada, e qualquer boa notícia naquele dia tava valendo!

Chegar em casa me deu uma enorme sensação de alívio, mas eu estava bastante preocupado em gripar pelo tanto de chuva que peguei e minha prioridade era me secar logo. Eis que entro em casa, ouço meu cão me chamar aos prantos e penso: vou me secar ao sol com meu belo cachorrinho!

Enquanto passeava com o grande safado, ele deu de cara com o cachorro da vizinha, um cocker que vive solto pela rua, e resolveu chamar briga. No momento que o cocker atravessava a rua para comprá-la, um carro passou em alta velocidade E EU NÃO SEI COMO ESSE CACHORRO ESTÁ VIVO.

Sério, eu conheço a dona dele. Imagina que coisa lamentável seria se o carro tivesse acertado o bichinho.

Decido voltar pra casa imediatamente depois disso e passa o resto do dia trancado no quarto, com medo de mais coisas ruins ocorrerem. Levo um baita susto no Facebook após ler certo post de uma amiga ilhada na parada de ônibus às nove da noite e com o dumbphone sem bateria, pra variar, e vou dormir com os primeiros sintomas de um futuro resfriado que ainda não sei quando vai me atacar em cheio.


Essa foi a pior terça feira do ano, sem dúvidas!

E espero que continue sendo até 2014!


Hasta! o/



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Matrix Hits #01 - A Trilha do Ópio!


Quando perguntada sobre qual a melhor banda irlandesa de todos os tempos, maioria das pessoas aponta aquele bando de pregadores chatos do U2 pois provavelmente é a única banda irlandesa que eles conhecem, além do Westlife, uma boyband que sumiu sem deixar vestígios.

Pois farei uma grande revelação: a Irlanda gerou nos anos 1970 outra banda 917 vezes melhor do que qualquer outra banda irlandesa de que possam lembrar.

Não, estou sendo modesto. A banda em questão era muito melhor que trocentas bandas famosas do mundo inteiro, mesmo hoje em dia e após décadas de inatividade.

Estou falando do Thin Lizzy!

Phill Lynott, falecido líder da banda

Não sei ao certo como fui conhecer a banda, provavelmente foi culpa do Helloween e seus covers, mas lembro que foi paixão à primeira ouvida. Sou apaixonado por guitarras duplas, rock'n roll e músicas inspiradas, e o Thin Lizzy me correspondeu de um jeito que poucas bandas o fizeram. Não tardou para eu adquirir digitalmente toda sua discografia e devorá-la sem piedade, e eis que uma música se destaca.

Escutar uma música e ela fazer os pelos do seu braço levantarem é um evento que você jamais esquece. E isso aconteceu quando pus as mãos no álbum Bad Reputation, de 1977, o terceiro deles. Mais precisamente quando a faixa 3 começou a tocar.

Conheçam Opium Trail:

I took a line that leads you to the opium trail
Oriental eyes reveal the lies, deceit, betrayal
On this journey behold one who travels far
You called him fool but now you are

The wizard wanders through the world made from dreams
The splashing whirlpool drowns the frightened streams
Exotic dancers, flashing lancers, this mysterious space
The fanfare advances, the warlord falls from grace

It clears your pain
But It's got you claimed again, my love
You feel the need but it lets you bleed
You must concede, my love

No one to blame, no shame
You crave again and again, my love
No used to plead from you
It feeds on your greed, my love

I took a line that comes from the golden states of Shan
The smugglers trail that leads to the opium den
The Chinese connection refines to heroin
Depart the heart you crave again

It clears your pain
You soul is claimed again, my love
You feel the need, it lets you bleed
You must concede, my love

No one to blame, no shame
You crave again and again, my love
No use to plead
From you it feeds, my love

Olhem que letra fantástica. E esse instrumental. E o som estéreo viajando de um lado pro outro lá pelo fim da música, como se o ópio dela tivesse fazendo efeito na sua cabeça. E esse solo de encerramento...

Essa música é tão legal que me dá vontade de dizer WAGABADAGUBAH!

Thin Lizzy é uma paixão que eu gostaria que o máximo possível de pessoas compartilhasse comigo. O repertório deles é tão monstruoso de bom que Opium Trail muitas vezes é deixada de lado (só sei de outro registro dela, ao vivo, em Live and Dangerous). Esperem por outras músicas deles no Matrix Hits!


E espero que algum dos 5 leitores tenha gostado!

Hasta! o/

sábado, 5 de janeiro de 2013

Carrossel ou Montanha-Russa?

Resumo do meu último namoro.

Para dar uma apaziguada no clima pesado gerado pelo último post (vieram até reclamar que eu estava praticando bullying com o coitadinho e ele estava muito triste), eu resolvi mudar um pouco o foco nesse.

Na verdade, nem tanto: ambos tratam de mágoa, aquela coisa terrível que te deixa com medo de se abrir para sentimentos. Vamos falar de dois tipo de vida amorosa: a carrossel e a montanha-russa!

Quando você se apaixona, todos os sentimentos são muito exagerados. A pessoa passa perto de você, frequenta o mesmo lugar ou te dá um oi e isso é suficiente pra te deixar nas nuvens. De repente você vê essa mesma pessoa abraçando demoradamente ou sorrindo muito perto de outra pessoa que você nem conhece e seu mundo desaba, é aquela melancolia infinita.

E quando a paixão é correspondida e acontece dos dois ficarem juntos? É como se o universo tivesse nascido de novo e você agora fosse personagem de casal de série adolescente. Tomar suco com a pessoa amada no intervalo passa a ter as mesmas proporções de um encontro com uma super celebridade, como o Dalai Lama ou o Gusttavo Lima, dependendo do apaixonado. E aí um dia os dois brigam, e você se desespera, acha que será trocado, que é o fim, que jamais será correspondido de novo...

Por isso, sempre comparo a vida de um apaixonado a uma montanha-russa sentimental! Ao menor sinal pode ir às alturas e logo em seguida, ao abismo e geralmente vai pro abismo muito mais rápido.

Mas aí você comete a burrada de entrar numa montanha-russa que parece ter sido projetada pelo Frank Gehry e depois de mais de 3 anos segurando o vômito, se vê obrigado a interromper o percurso. Desce mal sabendo andar direito, passa um tempo vomitando e jura de pé junto que JAMAIS entrará numa furada dessas novamente. Assim que recobra o fôlego e o estômago, passa a frequentar brinquedos mais tranquilos, como o Tiro ao Alvo e o Carrinho de Bate-Bate.

Primeiro tiro ao alvo e depois bate-bate.

Uma hora você cansa. Os prêmios do tiro ao alvo geralmente não valem o esforço e as fichas gastas com tiros desperdiçados e o bate-bate perde a graça depois da terceira batida. Onde está aquele ritmo, aquela cadência, aquela continuidade de outrora? Que saudades da montanha-russa...

... mas prometi que JAMAIS cairia nessa novamente. Quem sabe se ela não fosse tão rápida e as subidas e descidas não fossem tão grandes...

E é aí que você encontra o brinquedo perfeito: o carrossel!

                                                             Resumo da situação atual

Ele é infinitamente mais barato, a fila dá muito menos dor de cabeça, a cadência é muito mais lenta que a da montanha-russa, as subidas e descidas são programadas e tão suaves que você pode comer um algodão doce ou uma pipoca durante elas. Você pode fazer altas estripulias em cima dele, até subir com uma pessoa a mais no cavalo. Nossa, o carrossel é perfeito pra quem tá traumatizado com montanhas-russas!

Há um porém: quem passou tanto tempo em montanhas-russas jamais irá se acostumar com um carrossel. Não demora muito pra perceber que você está andando em círculos e que, mesmo andando bem mais devagar, nada te impede de cair subitamente do cavalo (não há cintos de segurança). E onde está aquela emoção, aquele momento de desespero onde você acha que vai morrer e em seguida tá tudo bem? A montanha-russa era radical mas sabia te prender firme! Não tinha essa de ter que ficar se segurando e poder se distrair com algodões doces, não senhor!

Eis o dilema: a montanha-russa pode te fazer um mal danado mas te faz se sentir vivo, e o carrossel te dá fôlego, tranquilidade e uma saudade enorme da emoção que a montanha-russa te dava.

E agora, qual dos dois?

Carrossel ou montanha-russa?

E se quiser montanha-russa, você teria estômago pra ela?


Hasta! o/

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Amizade Bandida

Uma das ideias do blog é poder compilar algumas lições de vida que eu tenha aprendido recentemente para, anos depois, relê-lo e ver onde acertei e onde errei feio nelas. Quem sabe isso vira uma seção chamada "Conselhos do Matrix" ou algo menos previsível.

Bom, o texto de hoje é sobre o que fazer após descobrir que seu amigo é um mau-caráter, um farsante, um estelionatário, etc. Espero que seja útil pra algum dos meus 5 leitores!


Meu último melhor amigo, sem dúvidas, era uma pessoa muito divertida. Sabia como levantar o astral de um lugar e fazer qualquer evento simples tomar proporções épicas. Tinha uma predisposição ao auto-endeusamento e uma enorme disponibilidade para receber os amigos em casa e passar o tempo, ouvir música boa e jogar videogame.

Infelizmente, ele era um sociopata.

Sempre que podia, chifrava a namorada sem nenhum remorso e, para não levantar suspeitas, logo depois a maltratava, acusando-a de promiscuidade e se divertia ao ver como a coitada ficava transtornada com isso. E ele deu um jeito de envolver os amigos mais próximos nisso, fazendo questão de pular a cerca na nossa frente e depois invocar o "bro-code" para que não o dedurássemos.

(Bro-code é um termo emprestado do seriado How I Met Your Mother que define um código de conduta entre amigos que visa proteção e assistência destes e que, quando bem empregado, realmente funciona)


Foi uma jogada de mestre: ele nos tornou cúmplices das traições e, quando a namorada as descobrisse, nossas imagens iriam pro saco juntamente com a dele. A infidelidade continuou, os amigos mais próximos foram ficando cada vez mais irritados, a namorada dele foi sendo cada vez mais maltratada... até que chegou um ponto em que ele foi descoberto, e o safado resolveu condensar todas as puladas de cerca dele numa só que não existiu, com a maior cara-de-pau do universo!

Com o tempo e várias conversas com outras vítimas dele depois, percebi que ele todo era uma grande farsa. Adulterou praticamente a vida dele toda para posar de correto, muitas histórias que ele me contou, quando consultei o outro lado, descobri serem muito piores e diametralmente opostas do que havia sido me dito. Sabendo os dois lados, notei que a vida dele é se fazer de coitado para conseguir solidariedade dos desavisados mais próximos e depois fazer a festa com isso. 

Até aí, leitor nº4, você me pergunta: e por que raios continuou sendo amigo desse cara?

E é aí que respondo: eu acreditava que a amizade estava dissociada da vida amorosa e que essas coisas cabiam apenas à namorada dele reagir ou não.

Eu ainda acredito que amizade e vida amorosa não podem ser grudadas, mas nesse caso eu estava ignorando algo muito importante: a conduta e o sangue-frio do cara. Se ele se comporta assim com pessoas que ele jura amar de coração, o que estaria me protegendo dele?

Dito e feito. Não demorou muito para que ele aprontasse comigo, buscando meu consentimento para furar meu olho e tentando me fazer sentir culpado por não querer que ele pegue certa garota por quem eu estava interessado (e fiz a burrice de me abrir pra ele quanto a isso) apenas porque ele queria preservar a imagem de conquistador. Nessa hora, não existia mais "bro-code" pra ele e vi seu verdadeiro rosto. E sim, ele cumpriu a ameaça assim que deixei o recinto. 

Lição aprendida, friendship over!


Você pode estar pensando "nossa, que bobagem! Como você é impiedoso!", mas vá por mim. Eu já vi de camarote várias presepadas dele e sei muito bem o que acontece com as pessoas que resolvem perdoá-lo. Sociopatas, quando descobertos, juram de pé junto que jamais cometerão o mesmo erro mas na verdade estão dizendo "vou tomar mais cuidado da próxima pra não ser pego".


Moral da História: não espere lealdade de gente que não presta. Manter amigos que fazem esse tipo de coisa, além de sujar seu nome, não te poupa de se tornar vítima deles uma hora ou outra.

E depois não digam que não avisei!

Hasta! o/

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O Ano Novo de Toga [Atualizado]

"Esse ano, resolvi fazer algo diferente..."

... comemorei a virada numa festa!

Eu sei que parece besta, mas na minha vida toda jamais completei um ciclo solar num mesmo lugar com centenas de pessoas desconhecidas comendo, bebendo, dançando e festejando. Na grande maioria das vezes, sempre foi um evento depressivo em casa com parentes estressados por terem preparado a ceia e famintos porque ela costuma demorar pra cacete pra ficar pronta.

No último, a depressão foi tanta que passei triste pela minha namorada da época (um dia contarei deste demônio) estar no sul e esperei a virada no quarto, conversando com manolos na internet. Quando deu a zero hora, saí do quarto, abracei todos e voltei pra dentro.

É... esse ano eu tinha que fazer algo diferente:

DECIDI IR PRA UMA FESTA DE TOGA!

Tudo que envolvia essa festa parecia muito promissor: evento do facebook bombando, ingressos se esgotando, muita gente bonita confirmando presença, três amigões indo comigo... não tinha erro. Né?

...

Melhor continuar o relato.

...

Após fazer uma vergonhosa armadura de TNT preto e me enrolar num tecido improvisado, vou com Lapa e Hudson até o longínquo endereço da festa. Quando chamo o Park Way de Park Away, não é brincadeira: juro que se a gente tivesse errado a entrada e passado mais um pouco, estaríamos em Anápolis. 

Ou Mordor.

De cara, entramos numa fila gigante e ficamos lá por meia hora, temendo ver a queima de fogos do lado de fora da festa. Felizmente lá pelos 45 do segundo tempo a organização apressou o passo e todos conseguiram entrar a tempo.

E assim que entramos, a impressão geral foi: que festa esquisita...

A realidade nunca foi tão cruel com minhas expectativas.

Homens. Homens bêbados. Homens por todos os lados. As mulheres que avistava no ambiente estavam ou acompanhadas ou pareciam crias de satanás. O que fazer numa situação dessas?

Oras, beber até a festa ficar divertida! 

E assim foi... um copo de vodka com sprite.

Volto pra festa.

Mais um copo de vodka com sprite.

Volto pra festa.

Mais um copo de vodka com sprite...

A certa altura eu já tava mais louco que o Zordon com daltonismo, e comecei a sentar em pontos da casa e conversar com desconhecidos. Falei sobre quadrinhos, sobre publicidade, astronomia, sociedade e coisas fúteis com pessoas que mal lembro o nome mas foram muito acolhedoras (e deviam estar muito rindo por dentro com a ocasião).

Finalizei a noite batendo altos papos com a Lapa e batendo os dentes também, porque já estava muito frio. Resgatamos o Hudson e fomos embora lá pelas 7 da manhã. Acordamos no dia seguinte piores que a capa do batman, com exceção da Lapa que mandou bem demais na festa sem beber um gole de álcool e da Bruna, que saiu da festa mais cedo e provavelmente acordou super bem.

Coisas positivas: o cachorro quente tava uma delícia, tocaram Nissim Ourfali, galera aderiu em peso às fantasias, muita gente simpática, meu eu-bêbado foi bem comportado.

Coisas negativas: longe pra caralho, muito homem, o chopp tinha gosto de fandangos, demora pras pessoas entrarem no começo da festa e o ambiente perto do bar era insuportável de cheio.


Saldo final: valeu a pena! Foi uma boa festa, mas não pra mim.

Aliás, eu não sei se algum dia gostarei com sinceridade de alguma festa.

Quem sabe?


Seja bem-vindo, 2013!

[Atualização] Galeria de fotos do preparo das fantasias!













domingo, 30 de dezembro de 2012

Jornalismo Inútil na Televisão

Meus caros 5 leitores, já aconteceu de, algum dia, vocês ligarem a televisão aberta e se depararem com algum programa daqueles em que um senhor de terno anuncia crimes aos berros durante horas? Tipo o programa do Datena, o Balanço Geral, aquele que passa na RedeTV e o apresentador grita com voz fina...

... acho que vocês sabem do que estou falando.

O programa abre com uma denúncia: Padaria é roubada quarenta vezes no mesmo dia ou Homem é acusado de ter estuprado criança de 3 anos de idade ou Quadrilha assalta condomínio em plena luz do dia. 

O apresentador está visivelmente nervoso. Sua voz denota uma indignação que vem do fundo da alma, e um desejo sincero de que a polícia pegue logo o responsável por mais essa barbaridade. 

Felizmente, a próxima notícia é mais animadora: Ladrão é preso após tentativa frustrada de roubo em lanchonete. A matéria começa mostrando imagens do circuito interno, onde o atrapalhado menor de idade deixa a arma cair no chão e é rendido pelo dono do estabelecimento. O policial responsável pela prisão surge dando informações irrelevantes enquanto a câmera focaliza o rapaz tentando esconder o rosto por debaixo da camiseta.

O apresentador então fica mais excitado, manda mostrarem de novo as imagens desse "vagabundo" e sons de aplauso para a polícia aparecem. E o programa continua, sempre com essa cadência e com propagandas e sertanejo universitário no meio.

A pergunta que faço é: depois de assistir a um programa desses, o que muda na sua vida?

No dia seguinte, você não se lembrará de absolutamente nada do que foi dito, não memorizará o rosto de nenhum bandido, não terá feito reflexão nenhuma sobre o que gera a criminalidade mostrada e sairá de casa com a mesma sensação de insegurança.

Então pra que serve esse jornalismo de porta de cadeia? Eu tenho minhas hipóteses:

- Empregar jornalistas ruins

Jornalistas que aderiram à lei do menor esforço, em vez de pesquisarem a fundo crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fazerem inimigos poderosos, preferem ficar na porta da cadeia ou seguir viaturas para cobrir com exclusividade a prisão de mais um miserável ou, com sorte, um miserável alcoolizado.

- Exaltar a força policial

Todos esses programas, sem exceção, apontam como solução da criminalidade mais polícia nas ruas. Nenhum pensou em dedicar cinco minutos a explorar o tema "desigualdade social", denotar a falta de opções de lazer para os jovens, de estrutura familiar, de escolas de qualidade, de oportunidade de bons empregos e de bons modelos de vida como possíveis geradores de criminosos. Para eles, bandidos são simplesmente pessoas que decidiram ser vagabundas e se acham muito espertas. Polícia e penitenciárias em condições degradantes são a única forma de lidar com essa praga social, segundo eles.

- Entreter sádicos

Pra que diabos eu preciso saber que uma pessoa foi atropelada no Eixão hoje, às 9h? Se fosse parente meu ou alguém importante, certamente eu saberia cedo ou tarde. Agora, ter que ver um corpo estirado no asfalto de um desconhecido na minha hora do almoço... quem gosta disso?

Os sádicos! Aquelas pessoas q andam a 10km/h perto do acidente pra procurar sangue e cadáveres e depois comentarem "ai que horror! A culpa é do governo" com as amigas no salão. A TV aberta adora a audiência de vocês!


Sinceramente, eu espero que esse tipo de jornalismo acabe. É engraçado rir dos vídeos do Sem Meias Palavras mas, sério, é muito degradante. O Daniel Dantas, o Roriz e o Maluf são bandidos infinitamente mais perigosos e não vejo essa dedicação dos jornalistas em expô-los. 

Encerro por aqui meu pos... mas... mas O QUE? 

Cadeia JÁ pra esse VA-GA-BUN-DO!


Hasta! o/

Sério, Luiz. Mais um Blog?

"Sim! Escrever é um hábito que eu jamais posso perder, e meus amigos do Facebook já sofreram o suficiente! Pare de me recriminar, Blogspot!"


Depois de sofrer intervenções de uma série de amigos que me disseram "cara, você posta demais no Facebook!", resolvi concentrar meu ímpeto de escrever em um lugar bem mais reservado, onde não tenho compromisso nenhum com conteúdo e com o tamanho dele, e nem aquela angústia de conseguir likes e comentários: um blog!

Sim, o blog é um lugar muito mais aconchegante pra esse tipo de coisa! Você registra sua vida como um autista, posta sobre músicas, vídeos e livros que anda consumindo para, dois anos depois, reler os textos e se chafurdar em vergonha, e ninguém fica sabendo! 

...

Ok, exagerei. Quem sabe por um capricho do destino você acabe parando aqui e faça parte de um seleto grupo de 4 ou 5 leitores a quem sempre irei me referir mesmo sem saber se eles realmente existem? Não importa, continuarei escrevendo pra mim mesmo!

Não faço ideia da periodicidade das publicações, nem do caminho que esse blog irá seguir, muito menos se ele vai durar mais de um ano, mas prometo que darei um jeito de tornar esse hobby menos trabalhoso e mais divertido e não deixar ele acumular poeira.

Até o próximo post! o/

(espaço para uma saudação que ainda vou decidir e estará no fim de todos os posts)

Meus quatro leitores mandando para todos um joinha!


Open Panel

Marcadores