"Esse ano, resolvi fazer algo diferente..."
... comemorei a virada numa festa!
Eu sei que parece besta, mas na minha vida toda jamais completei um ciclo solar num mesmo lugar com centenas de pessoas desconhecidas comendo, bebendo, dançando e festejando. Na grande maioria das vezes, sempre foi um evento depressivo em casa com parentes estressados por terem preparado a ceia e famintos porque ela costuma demorar pra cacete pra ficar pronta.
No último, a depressão foi tanta que passei triste pela minha namorada da época (um dia contarei deste demônio) estar no sul e esperei a virada no quarto, conversando com manolos na internet. Quando deu a zero hora, saí do quarto, abracei todos e voltei pra dentro.
É... esse ano eu tinha que fazer algo diferente:
DECIDI IR PRA UMA FESTA DE TOGA!
Tudo que envolvia essa festa parecia muito promissor: evento do facebook bombando, ingressos se esgotando, muita gente bonita confirmando presença, três amigões indo comigo... não tinha erro. Né?
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Melhor continuar o relato.
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Após fazer uma vergonhosa armadura de TNT preto e me enrolar num tecido improvisado, vou com Lapa e Hudson até o longínquo endereço da festa. Quando chamo o Park Way de Park Away, não é brincadeira: juro que se a gente tivesse errado a entrada e passado mais um pouco, estaríamos em Anápolis.
Ou Mordor.
De cara, entramos numa fila gigante e ficamos lá por meia hora, temendo ver a queima de fogos do lado de fora da festa. Felizmente lá pelos 45 do segundo tempo a organização apressou o passo e todos conseguiram entrar a tempo.
E assim que entramos, a impressão geral foi: que festa esquisita...
A realidade nunca foi tão cruel com minhas expectativas.
Homens. Homens bêbados. Homens por todos os lados. As mulheres que avistava no ambiente estavam ou acompanhadas ou pareciam crias de satanás. O que fazer numa situação dessas?
Oras, beber até a festa ficar divertida!
E assim foi... um copo de vodka com sprite.
Volto pra festa.
Mais um copo de vodka com sprite.
Volto pra festa.
Mais um copo de vodka com sprite...
A certa altura eu já tava mais louco que o Zordon com daltonismo, e comecei a sentar em pontos da casa e conversar com desconhecidos. Falei sobre quadrinhos, sobre publicidade, astronomia, sociedade e coisas fúteis com pessoas que mal lembro o nome mas foram muito acolhedoras (e deviam estar muito rindo por dentro com a ocasião).
Finalizei a noite batendo altos papos com a Lapa e batendo os dentes também, porque já estava muito frio. Resgatamos o Hudson e fomos embora lá pelas 7 da manhã. Acordamos no dia seguinte piores que a capa do batman, com exceção da Lapa que mandou bem demais na festa sem beber um gole de álcool e da Bruna, que saiu da festa mais cedo e provavelmente acordou super bem.
Coisas positivas: o cachorro quente tava uma delícia, tocaram Nissim Ourfali, galera aderiu em peso às fantasias, muita gente simpática, meu eu-bêbado foi bem comportado.
Coisas negativas: longe pra caralho, muito homem, o chopp tinha gosto de fandangos, demora pras pessoas entrarem no começo da festa e o ambiente perto do bar era insuportável de cheio.
Saldo final: valeu a pena! Foi uma boa festa, mas não pra mim.
Aliás, eu não sei se algum dia gostarei com sinceridade de alguma festa.
Quem sabe?














Hahahaha depois dessa festa eu admiti que não suporto mais baladinhas =)
ResponderExcluirShow de bola, Luiz Felipe!
ResponderExcluirAno novo "pagão" e "pagando" os pecados... ahuahuahauhauha...
iuahaiauahiauahaiuahaiuahaiuahaiuahaiua
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