terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O Ano Novo de Toga [Atualizado]

"Esse ano, resolvi fazer algo diferente..."

... comemorei a virada numa festa!

Eu sei que parece besta, mas na minha vida toda jamais completei um ciclo solar num mesmo lugar com centenas de pessoas desconhecidas comendo, bebendo, dançando e festejando. Na grande maioria das vezes, sempre foi um evento depressivo em casa com parentes estressados por terem preparado a ceia e famintos porque ela costuma demorar pra cacete pra ficar pronta.

No último, a depressão foi tanta que passei triste pela minha namorada da época (um dia contarei deste demônio) estar no sul e esperei a virada no quarto, conversando com manolos na internet. Quando deu a zero hora, saí do quarto, abracei todos e voltei pra dentro.

É... esse ano eu tinha que fazer algo diferente:

DECIDI IR PRA UMA FESTA DE TOGA!

Tudo que envolvia essa festa parecia muito promissor: evento do facebook bombando, ingressos se esgotando, muita gente bonita confirmando presença, três amigões indo comigo... não tinha erro. Né?

...

Melhor continuar o relato.

...

Após fazer uma vergonhosa armadura de TNT preto e me enrolar num tecido improvisado, vou com Lapa e Hudson até o longínquo endereço da festa. Quando chamo o Park Way de Park Away, não é brincadeira: juro que se a gente tivesse errado a entrada e passado mais um pouco, estaríamos em Anápolis. 

Ou Mordor.

De cara, entramos numa fila gigante e ficamos lá por meia hora, temendo ver a queima de fogos do lado de fora da festa. Felizmente lá pelos 45 do segundo tempo a organização apressou o passo e todos conseguiram entrar a tempo.

E assim que entramos, a impressão geral foi: que festa esquisita...

A realidade nunca foi tão cruel com minhas expectativas.

Homens. Homens bêbados. Homens por todos os lados. As mulheres que avistava no ambiente estavam ou acompanhadas ou pareciam crias de satanás. O que fazer numa situação dessas?

Oras, beber até a festa ficar divertida! 

E assim foi... um copo de vodka com sprite.

Volto pra festa.

Mais um copo de vodka com sprite.

Volto pra festa.

Mais um copo de vodka com sprite...

A certa altura eu já tava mais louco que o Zordon com daltonismo, e comecei a sentar em pontos da casa e conversar com desconhecidos. Falei sobre quadrinhos, sobre publicidade, astronomia, sociedade e coisas fúteis com pessoas que mal lembro o nome mas foram muito acolhedoras (e deviam estar muito rindo por dentro com a ocasião).

Finalizei a noite batendo altos papos com a Lapa e batendo os dentes também, porque já estava muito frio. Resgatamos o Hudson e fomos embora lá pelas 7 da manhã. Acordamos no dia seguinte piores que a capa do batman, com exceção da Lapa que mandou bem demais na festa sem beber um gole de álcool e da Bruna, que saiu da festa mais cedo e provavelmente acordou super bem.

Coisas positivas: o cachorro quente tava uma delícia, tocaram Nissim Ourfali, galera aderiu em peso às fantasias, muita gente simpática, meu eu-bêbado foi bem comportado.

Coisas negativas: longe pra caralho, muito homem, o chopp tinha gosto de fandangos, demora pras pessoas entrarem no começo da festa e o ambiente perto do bar era insuportável de cheio.


Saldo final: valeu a pena! Foi uma boa festa, mas não pra mim.

Aliás, eu não sei se algum dia gostarei com sinceridade de alguma festa.

Quem sabe?


Seja bem-vindo, 2013!

[Atualização] Galeria de fotos do preparo das fantasias!













3 comentários:

  1. Hahahaha depois dessa festa eu admiti que não suporto mais baladinhas =)

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  2. Show de bola, Luiz Felipe!
    Ano novo "pagão" e "pagando" os pecados... ahuahuahauhauha...

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